quarta-feira, 28 de abril de 2010

Movimentos sociais negros da Paraíba escolhem conselheiros do CEPIR



    Representantes de entidades negras da Paraíba escolheram no último sábado, 24, no auditório da Federação do Comércio (FECOMÉRCIO), os últimos cinco conselheiros (e seus respectivos suplentes) para a instalação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CEPIR). A assembléia foi um requisito previsto na Lei Estadual nº  8.981, de 15 de dezembro de 2009, que institui o CEPIR.
     Os titulares escolhidos são a pedagoga Fátima Solange Cavalcanti, representante da Pastoral Afro-brasileira, o jornalista Dalmo Oliveira, coordenador-geral da Associação Paraibana dos Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH),  Clariana Cendy, representante do Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial (FOPPIR), a enfermeira Fernanda Benvenutty, da Associação dos Travestis da Paraíba (Astrapa) e o historiador Jair Silva, líder do Movimento Negro de Campina Grande.
     A plenária também escolheu cinco suplentes: Paulo César, do Centro de Estudos do Negro (CEN), da cidade de Sousa, o historiador Valber Almeida de Matos, da Associação Cultural, Educacional e Ambiental (ASCA), da cidade de Aparecida, Sandra Kalyne, presidente da Central Única das Favelas, sessão Paraíba (CUFA-PB), a jornalista Sonia Lima, coordenadora da ONG Liberta e o também jornalista Moisés Alves da Silva, do Movimento Negro de Campina Grande.
     O evento iniciou com uma mística de abertura, realizada por membros da Juventude Negra, ocorreu uma primeira mesa, com as falas institucionais da secretária de Estado Gilcélia Figueiredo (SEDH), da representante da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial do Governo Federal (SEPPIR), Oraida Almeida e da conselheira Ebomy Conceição Reis de Ógùn, do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira (Intecab) representando o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR). A mesa foi coordenada por Maria Marques, da coordenadoria dos Movimentos Sociais da SEDH.
     Em seguida, outra mesa foi montada com convidados que falaram da história e lutas dos movimentos sociais negros no estado da Paraíba. O primeiro convidado desta mesa foi o coordenador da ONG Malungus, Carlos Henriques, que fez um detalhado histórico do movimento negro, relembrando antigos  militantes fundadores e os momentos históricos deste segmento social no estado e no país.
     Em seguida, falou a advogada Luciene Araújo, membro da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, secção Paraíba. Ela falou da consolidação dos conselhos de direitos da sociedade civil organizada e da importância do controle social nestas instâncias.
     Por último falou o geneticista Antonio Novaes, da Universidade Federal da Paraíba e do Instituto de Referências Étnicas (IRE), abordando, principalmente, a questão das políticas afirmativas para negros dentro das universidades públicas. A mesa foi coordenada pela historiadora e professora da Universidade Estadual da Paraíba, Vania Fonseca.
     O momento tenso da plenária ocorreu quando da votação do regulamento interno da assembléia. Para coordenar os trabalhos foram convidados Oraida Almeida, Ebomy Conceição e o ativista Vandinho de Carvalho. O primeiro impasse se deu quando se tentava discutir critérios de credenciamento para participação no evento. Representantes da ONG Bamidelê contestaram a presença de representantes de religiões de matriz africana e de capoeiristas. Depois de uma longa sucessão de falas, apartes e questões de ordem, a mesa coordenadora teve dificuldades para concluir os trabalhos, mas no final prevaleceu o bom senso, e a escolha dos conselheiros pode ser concluída, com a disputa entre duas chapas compostas de dez pessoas cada uma.
     A chapa vencedora, articulada em torno do Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial (FOPPIR), obteve 47 votos, enquanto a chapa articulada pelas entidades que compõem o Movimento Negro Organizado da Paraíba (MNOPB), obteve apenas 16 votos.
     O CEPIR será composto, em sua totalidade, por 24 conselheiros, sendo 12 indicados diretamente pelo governo estadual e 12 indicados pelos movimentos sociais negros, pelas comunidades tradicionais negras, povos indígenas e povos ciganos. 

foto: Dalmo Oliveira
foto: Flauber



























foto: Dalmo Oliveira





Na foto de cima,a mesa com as autoridades: Gilcélia Figueiredo  e Mariah Marques (SEDH), Oraida Almeida (SEPPIR) e Obamy Conceição (CNPIR); Na imagem do meio alguns dos conselheiros escolhidos: Paulo, Dalmo, Moiséis, Jair, Walber, Fátima e Fernanda; Embaixo, Antonio Novaes (UFPB), Vania Fonseca (UEPB), Luciene Araújo (ABMJ) e Carlos Henriques da Malungos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Movimentos sociais negros escolhem representantes para CEPIR


foto: Dalmo Oliveira












Representantes de entidades negras da Paraíba participam, neste sábado, 24, a partir das 8 horas, no auditório da Federação do Comércio (Fecomércio), da assembléia de escolha de cinco conselheiros para a instalação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CEPIR). A referida assembléia está prevista na Lei Estadual nº 8.981, de 15 de dezembro de 2009, que institui o CEPIR.



Os organizadores estão prevendo a participação de cerca de 150 militantes dos movimentos sociais negros do estado. “O credenciamento ocorrerá mediante apresentação de documento da entidade designando o representante para a assembléia. As entidades interessadas em participar do processo não precisam ser constituídas como pessoas jurídicas, mas devem ser reconhecidas legitimamente como instituição que atua na promoção da igualdade racial e do combate ao racismo”, diz Goreth da Silva, da comissão organizadora do evento.


Os participantes terão no primeiro momento da plenária falas de convidados da Secretaria do Desenvolvimento Humano (SEDH), que promove o evento, abordando as finalidades do CEPIR. Em seguida, os presentes devidamente credenciados deverão aprovar o regulamento formal da assembléia, onde se definirá os critérios de elegibilidade dos interessados em disputar as vagas do novo conselho.


A composição de chapas e apresentação dos disputantes ocorrerá depois do intervalo do almoço. “A idéia é que as pessoas interessadas mostrem à plenária um pouco do seu currículo junto ao movimento negro. Explique porque sua entidade tem interesse em participar do CEPIR e quais suas propostas para o fomento de políticas públicas nessa área”, explica Goreth.


A plenária vai escolher cinco titulares e cinco suplentes, garantindo-se o equilíbrio de gêneros. As cinco vagas se destinarão a militantes que atuam, principalmente, nos seguintes eixos temáticos: educação, saúde, cultura, mulheres e juventude. Um titular e um suplente para cada uma dessas sub-áreas serão indicados da assembléia.


O CEPIR será composto, em sua totalidade, por 24 conselheiros, sendo 12 indicados diretamente pelo governo estadual e 12 indicados pelos movimentos sociais das comunidades negra, índia e cigana. Capoeiras, quilombolas e religiosos de matriz afrobrasileira serão escolhidos em reuniões específicas destes segmentos.


SERVIÇO


LOCAL: Auditório da Fecomércio da Paraíba


ENDEREÇO: Rua Desembargador Souto Maior, 291 - Centro - 2º andar - Edifício Ruy Bezerra Cavalcanti


HORÁRIO: DAS 8H ÀS 18H






sábado, 10 de abril de 2010

Religiosos de matriz africana escolhem integrantes do CEPIR

Cerca de 80 pessoas ligadas às casas religiosas de matriz africana na Paraíba participam durante todo dia de hoje, na Escola dos Servidores Públicos do Estado da Paraíba (ESPEP), de uma plenária de escolha de dois representantes e respectivos suplentes para comporem o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CEPIR).

Pela manhã ouve a leitura da lei que regulamenta o Conselho e do regulamento para funcionamento da plenária. As candidaturas foram registradas no intervalo do almoço. No turno da tarde foram feitas falas explicando o funcionamento do CEPPIR. Em seguida os candidatos apresentaram seus currículos e intenções.

A primeira votação, em obediência ao critério de paridade de gêneros, escolheu a Mãe Jacqueline de Oxum, como titular, com 65 votos, sua suplente será a Ekede Goreth, que obteve 18 votos. A Ekede Valquíria também disputou tendo obtido apenas seis votos.

fotos: Mariah Marques


















Mãe Jacqueline foi escolhida como 
titular representando os terreiros


Na segunda vaga, pela representação masculina, o escolhido foi o Pai Erivaldo com 53 votos. Pai Vamberto ficou na suplência, com 34 votos e o Pai Eudes ficou na terceira colocação com três votos.






















Pai Erivaldo (blusa azul) e Pai Vamberto
foram escolhidos como titular e suplente
respectivamente