sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Ativistas fazem primeira reunião de 2016 em JP

Moisés, Luís Tomás, Dalmo e Zé Luiz: ativismo afirmativo | Foto: Hermando
Nesta terça-feira, 12, uma reunião deu início às primeiras movimentações do Movimento Negro paraibano na capital, João Pessoa. O ativista Moisés Alves, de Campina Grande, o jornalista Dalmo Oliveira, do Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial (FOPPIR), o pesquisador Luís Tomás Domingos, moçambicano radicado no Brasil, e o editor José Luiz Silva, da UFPB, se encontraram para discutir assuntos relacionados à produção literária afroparaibana.





Coletânea de artigos aborda africanidades | Foto: Dalmo Oliveira

























Alves é um dos organizadores do livro “Nas Confluências do Axé – Refletindo os Desafios e Possibilidades de Uma Educação Para as Relações Étnico-Raciais” (Editora do CCTA, João Pessoa, 2015), com artigos de 11 autores de diversas áreas.  “A gente pode mostrar que é possível produzir conhecimento numa parceria com a Academia e outros setores, colocando o Movimento como protagonista desta iniciativa, e o resultado foi muito positivo”, avalia Moisés.

O livro deverá ser lançado em João Pessoa e noutras cidades paraibanas nos próximos meses. “Existe condições de mantermos uma produção literária com essa temática. O Centro de Comunicação, Turismo e Artes tem todo o interesse de contribuir com a comunidade intelectual vinculada ao movimentos sociais”, garantiu Zé Luiz.

Além da discussão mais acadêmica, o grupo aproveitou o momento para avaliar a conjuntura sócio-política de 2016, e como o Movimento Negro poderá interferir nesse contexto de desafios aqui na Paraíba. Dalmo e Moisés, que são conselheiros titulares no Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CEPIR), avaliam que o ano será especialmente desafiador para o Movimento por conta das eleições municipais de outubro.

“Poucas políticas públicas dessa área foram efetivadas na Paraíba. O CEPIR ainda não consegue desempenhar o papel para o qual foi criado. Os gestores públicos não estão suficientemente sensibilizados e preparados para lidar com as demandas que nosso Movimento apresenta. É uma tarefa difícil e desgastante”, avalia Oliveira.

Nenhum comentário: