| Dalmo (de boné) ouviu os estudantes na Pracinha da Alegria (CCHLA) / Foto: Nuno Moreira |
Nesta segunda, 16, estudantes africanos da UFPB, do campus I, em João Pessoa, realizaram reunião com Dalmo Oliveira, membro do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (CEPIR), para discutir estratégias de ações conjuntas visando o combate ao racismo e à discriminação no âmbito da Universidade e da comunidade paraibana.
Uma das primeiras providências deverá ser a criação de uma entidade jurídica, sem fins lucrativos, que associe e represente o conjunto dos alunos estrangeiros oriundos de África que estudam nas universidades públicas paraibanas, especialmente aqueles vinculados ao Programa de Convênios para Graduação (PEC-G) da UFPB.
"Outra proposta surgida nessa primeira reunião foi a de realizarmos uma mostra anual da cultura africana na cidade de João Pessoa, a partir daquilo que os graduandos trouxeram em suas bagagens, para mostrar as diferenças culturais entre as diversas nações africanas, especialmente aquelas lusófonas", comenta Oliveira.
| Graduandos africanos são formados na UFPB há décadas |
anos", reclama João Paulo Varela,estudante cabo-verdiano de Engenharia Mecânica da UFPB.
Os alunos africanos da UFPB pretendem realizar outro ato público assim que a greve na instituição terminar. Eles promoveram algo do tipo no último dia 14 de junho, no parque Solon de Lucena, no centro da capital. Os estudantes reclamam ainda da pouca importância que a mídia pessoense deu ao evento.
Segundo Dalmo Oliveira, o CEPIR poderá abrir uma vaga em sua composição para agregar a representação desse segmento. Ele também defendeu que o conselho possa estar apoiando as ações dos estudantes africanos, promovendo conjuntamente com eles eventos para aumentar a visibilidade da comunidade africana na Paraíba. "João Pessoa é o ponto geográfico brasileiro mais próximo do continente africano, mas, inexplicavelmente, nossa população desconhece largamente a cultura africana e a importância daquele povo na formação da nossa civilização", observa o ativista.
Além de João Paulo, estiveram na reunião Maelqui Fernandes, Nuno Moreira, Luís Célio, Jorge Mário Fernandes e Abdinymane Sanbio, todos oriundos de países de língua portuguesa.
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