| Ativistas do movimento negro reivindicam criação de uma secretaria específica para a temática racial na Paraíba (Foto: Fabiana Veloso) |
Vinculado à Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, o Conselho funciona com a participação de conselheiras e conselheiros representantes de comunidades e povos tradicionais, especialmente os segmentos quilombolas, a comunidade cigana, povos de terreiros das religiões de matriz africana, indígenas, capoeiristas e representantes de organizações não-governamentais que compõem o chamado movimento negro.
A primeira gestão do CEPIR-PB tomou posse no dia 9 de julho de 2010, mas o Conselho ficou inativo até setembro de 2011. O órgão é regulamentado pela Lei Estadual nº 8.981, de 15 de dezembro de 2009.
O segmento populacional dos ciganos, concentrados na região de Sousa, escolheu os líderes Ronaldo Carlos e Cícero Romão Batista (Maninho), como titular e suplente dessa população no CEPIR-PB. As lideranças potiguaras escolheram como representação Isaias Marculino (titular) e Alcides da Silva Alves (suplente).
Os representantes religiosos escolhem dois titulares e seus suplentes, sendo eles: Silvando de Luna Freire e Renilda Albuquerque, titulares, e Maria Goreti da Silva e Carlos Roberto Alves, suplentes. Os quilombolas possuem também duas vagas no CEPIR. Foram eleitos Geilsa Roberto da Paixão e José Maximino da Silva, como titulares, e Elza Ursolino Nascimento e José Jorge, como suplentes.
Já o movimento negro social tem direito a cinco cadeiras. Os eleitos foram: Francimar Fernandes, Fabiana Veloso, Dalmo Oliveira, Clareana Cendy e José Ribeiro da Silva, como titulares. Os suplentes são: Maria Ivanice Gonçalves, Eduardo Wanderlei Marques, Alzumar Nunes, Moisés Alves e Edmilson Lima. A representação dos capoeiristas ficou a cargo de Glauber Rogério de Lima Bezerra (Mestre Rogério) e de Gutemberg da Silva Ferreira (Mestre Mazinho).
Os 12 representantes governamentais serão re-conduzidos ou redefinidos por algumas secretarias e órgãos públicos estaduais. As universidades públicas também têm acento nesse Conselho. O CEPIR visa propor e monitorar a execução de políticas públicas, no âmbito do estado da Paraíba, para reparação e promoção da igualdade racial, seguindo diretrizes da SEPPIR. "Nessa segunda gestão queremos aprofundar o planejamento e execução das ações com o governo estadual. Saúde, Educação, Cultura, Direitos Humanos e a questão fundiária ainda são nossas prioridades. Nosso entendimento é de que o Governo do Estado deve ter uma secretaria específica para tratar dessa temática, a exemplo do que ocorre com a SEPPIR no âmbito do Governo Federal", diz o jornalista Dalmo Oliveira, atual presidente do órgão.
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