sexta-feira, 26 de junho de 2009

Conferência da Igualdade racial reune 1500 pessoas em Brasília

Remilda, Jackeline e Erivaldo: representantes do candomblé paraibano na Conferência


Credenciamento


Texto e fotos: Dalmo Oliveira,

BRASÍLIA (DF) - Cerca de 1500 pessoas participam até o próximo domingo, 28, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, da segunda edição da Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. A Paraíba está representada no evento por 26 delegados oficiais e mais alguns convidados. Eles vão discutir,em seis painéis temáticos, assuntos nas áreas de saúde, educação, emprego e renda, terra e habitação, justiça e segurança e racismo.
Ontem, na solenidade de abertura, sem a presença esperada do presidente Lula, seis ministros de Estado e convidados internacionais reafirmaram os compromissos na implementação de políticas públicas direcionadas especialmente para negros, indígenas e população cigana. O Ministro Edson Santos da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) , comentou que, apesar da política racial não ser sua área histórica de atuação, tem se dedicado de corpo e alma a essas causas e a esse direito dos povos chamados de “minorias”. “Que façamos um bom debate. Que saiamos daqui unidos em defesa da igualdade racial. A Conferência dará uma contribuição inestimável a esse processo”, emendou. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), relatora do projeto que reserva vagas para estudantes originários de escolas públicas, negros e indígenas, em tramitação no Congresso Nacional, se fez presente.
Para Verônica Lourenço, ativista do movimento de mulheres e de religiões africanas, a conferência significa uma excelente oportunidade para a troca de experiências entre os diversos segmentos do movimento negro de um modo geral. “Temos novas lideranças despontando na Paraíba que precisam se articular com os movimentos nacionais. Nossa delegação tem gente experiente, como mãe Renilda e gente novata ligada aos quilombolas e ao movimento de saúde. Isso enriquece o debate aqui e quando voltarmos”, comenta Lourenço.
“Nós vamos atuar fortemente no painel de saúde para garantir a efetivação nos estados, e especialmente na Paraíba, da Política de Atenção Especial às Pessoas com a Doença Falciforme, entendendo que essa é a maior prioridade do movimento negro em relação à saúde coletiva de sua população no momento, assim como alguns aspectos da saúde da mulher negra”, diz Alzumar Nunes, coordenador de comunicação da Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH).



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